Cerca de 30% do abastecimento mundial de petróleo será assegurado pelo Brasil em 2035, tornando aquele país lusófono no 6º maior produtor mundial. Contudo, a ascensão do gigante sul-americano a uma potência energética global está fortemente condicionada, em essencial, por um factor geopolítico muito específico: acesso a tecnologia de extração e produção de petróleo e gás offshore de águas profundas, económica e ambientalmente eficiente.

O presente artigo contextualiza esta ascensão com uma tentativa de descrição da mudança geopolítica em curso no mundo do petróleo e gás. Na nova ordem mundial petrolífera, os desafios tecnológicos do pré-sal brasileiro abrem a porta para o Brasil liderar a criação de um cluster lusófono das Ocean Oil Companies, empresas especializadas na exploração e produção do petróleo marítimo.

Ruben Eiras, doutorando pelo ISCTE e Academia Militar, em História, Defesa e Relações Internacionais, sobre o potencial estratégico da cooperação Portugal-Brasil na política de segurança energética.

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