Mensagens da presidência

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Cerca de 30% da produção mundial de petróleo provém de reservatórios localizados nos oceanos, totalizando 24 milhões de barris diários, segundo a Agência Internacional de Energia.

E mais de 1/5 da produção petrolífera marítima global é realizada em águas profundas e ultra-profundas (para além dos 1500 metros de profundidade), numa clara tendência de crescimento da contribuição desta fonte de hidrocarbonetos para o consumo petrolífero mundial.

É este o contexto do desafio tecnológico da Galp Energia. Na fronteira da exploração petrolífera em águas ultra-profundas, é um desafio que só tem um caminho possível: investigar e inovar para criar soluções tecnológicas eficientes, inteligentes e seguras.

É por essa razão que a Galp Energia criou o ISPG – Instituto do Petróleo e Gás, Associação para a Investigação e Formação Avançada, uma parceria inédita entre a Galp Energia e as Universidades Portuguesas, aberta a outras instituições do espaço lusófono e internacional, com os seguintes objetivos principais:

  • Desenvolver projetos de investigação e de formação avançada e competências diferenciadoras no sector do Petróleo e Gás;
  • Contribuir para a consolidação e desenvolvimento do conhecimento e tecnologia em países lusófonos que sejam aplicáveis ao sector do Petróleo e Gás, com capacidade de competir à escala da economia global.

Mais de 70% das novas descobertas de petróleo e gás realizadas na última década estão localizadas nos oceanos, sendo que metade foram identificadas em três países lusófonos: Angola, Brasil e Moçambique.

Por outro lado, segundo projecções recentes, cerca de 40% da produção incremental de petróleo e gás dos 25 maiores projetos de produção mundiais, até 2020, irá estar concentrada no Atlântico Sul, mais propriamente no Brasil (que se tornará no 6º produtor mundial em 2020) e em Angola (que consolida a sua posição como 2º maior produtor da África Ocidental).

No oceano Índico, Moçambique tem perspectivas de se tornar num relevante produtor de gás natural no arranque da próxima década, quando começar a produzir a partir das suas reservas estimadas em cerca de 100 tcf.

Esta nova realidade geoeconómica necessita de capital humano altamente qualificado para a construção de soluções de exploração e produção de petróleo e gás eficientes, seguras e ambiental e socialmente sustentáveis.

Por isso, uma das primeiras iniciativas estruturantes do ISPG foi o lançamento do Mestrado em Engenharia de Petróleo da Heriot-Watt University (HWU), uma das universidades mais prestigiadas do mundo no setor do petróleo e gás.

Os resultados até agora alcançados são demonstrativos do enorme potencial de criação de valor do capital humano no panorama internacional da indústria de petróleo e gás. Já com duas edições realizadas e a caminho da terceira, o Mestrado em Engenharia de Petróleo da Heriot-Watt University-ISPG  já contou quase 4000 candidaturas, constituindo uma oportunidade especialmente assinalável para os alunos das geografias em que a Galp Energia está presente.

Além disso, logo na primeira edição, o Mestrado em Engenharia de Petróleo da Heriot-Watt University-ISPG logrou a conquista de melhor parceria académica mundial da HWU no domínio do petróleo e gás.

Futuramente surgirão novas iniciativas conjuntas de desenvolvimento de projetos em áreas prioritárias para o desenvolvimento científico e tecnológico neste setor, com vista a colocar o espaço lusófono na vanguarda do setor.

A Galp Energia e os seus parceiros científicos encaram o ISPG – Instituto do Petróleo e Gás como um investimento em conhecimento estratégico de excelência, que garante a competitividade tecnológica em que assenta o crescimento sustentável do negócio, simultaneamente contribuindo para a segurança energética e a excelência das operações nos mercados onde a empresa opera.

Costa Pina

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